domingo, 26 de abril de 2009

suspiro de amor

Do adeus inesperado,
sequer restou um suspiro de amor:
o orgulho asfixia.

quarta-feira, 25 de março de 2009

amor

não fosse a necessidade humana de justificar o amor,
amaríamos feito animais:
instinto e paixão.

sábado, 14 de março de 2009

tempero

falando em tempero,
vou ali na cozinha,
acho que a paixão tá pegando fogo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Mentira

Mentiram reiteradamente
até acreditarem que
toda mentira tem um fundo de verdade:
o mentiroso.

terça-feira, 3 de março de 2009

Pensando estou, logo existem!

segunda-feira, 2 de março de 2009

três versos, uma saudade

Se os versos tivessem se voltado para o futuro,
certamente teriam exclamado a saudade, que já bate
ou quem sabe o próximo encontro, que se esperança.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Perdão

Perdoei, sem querer.
Desde então, surgiu o natural:
Perdão não intencional.
Amém.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Fotografia

Para fotografar a saudade
Revelei meu coração
Na bacia deixei as dores
Na película, gravados ficaram
os amores.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Nas alturas

A caneta já estava à mão
Na poltrona cuidei de acomodar o coração
Como se a vida fosse rima
Pela primeira vez, solto versos num avião.

O verde do teu vestido
Foi solo fértil para uma emoção
No dos olhos brotava a esperança.
Decolei numa nova paixão.

Nas alturas eram minhas viagens
Sobrou inspiração
Contraditoriamente,
Mantive os pés no chão.

O vôo era no dia seguinte
Mas lá já estava o avião
Eu, fazia batidas doces
Com a vibração do pulsar.

A educação não a deixou negar
A dedicação do jovem
Que não largava o bar:
Foi preciso beber para acreditar.

Lembrei do girassol
Que caminha na luz para simplesmente encontrar
A pureza do florir
A felicidade do desabrochar

Espontâneos e naturais
Olhos verdes permitiram-se entregar
O que seria mais uma noite
Terminou com muito cantar

Do céu posso avistar
Ondas e ondas:
Umas no mar,
Outras quebrando em meu pensar

Mensagens não param de chegar
Cada nuvem um significado
Uma me lembrou a infância:
Algodão doce; a inocência do amar.

O que era partida,
Tornou-se início.
Liguei os motores,
Confias no meu pilotar?

a Mar

O mar e a arrebentação
Numa onda tu estavas
Na areia da praia
O violão

O vento acalentava
Mais tarde viria canção
Olhos nos olhos
Segurei tuas mãos

O tempo passava
Registrava prazer
Mudo admirava
Como é gostoso viver

Deleite era escutar
O timbre forte
Da voz que disse sim
ao garoto do mar.

Distância

O orgulho sufocou a saudade
Onde estava o amor?
Calados ficaram,
Restou soledade.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Duas impressões da mesma história

Encanto à primeira vista
Inusitado querer
Beleza que nunca vimos
Amor que nunca vamos ter

Mas que num momento tivemos
Para nunca esquecer
Teu sorriso tímido
Uma infância que dá prazer

Tua vida não tão simples
Irradia o desejo de ser
Algo que represente
O que todo Homem quer ter
Uma mulher de verdade
Família, filhos; noite e amanhecer

A pouca convivência
Demonstra o que tu podes ser;
Nossa declaração de amor
Destruiu o sonho, de nós que quisemos contigo viver

Para suportar ao seu não
Escutado no silêncio
Dos belos risos que tua boca não consegue conter
Amizade foi a solução de quem não quis te perder

Pura e verdadeira
Mas que sempre relembra
Aquele doce querer
Mas o que podemos fazer?

Para o antigo marinheiro
Essa história já trouxe muito sofrer
Para o que hoje entrou nesse barco
O antigo tentou lhe dizer

Guri, tu conheces o mar
Mas nas ondas dessa morena
Tu vais se perder
Mas não se preocupas, amar também é sofrer

Do ciúme brotou a ajuda
Que o outro precisaria ter
Eternamente grato
Um com o outro sempre vai ser

Saber o que você quer
É difícil de imaginar
Dois artistas sem dom
Que só quiseram te amar

Carregas para tua vida
A sinceridade e carinho que não conseguimos conter
Não sabemos se isso é bom ou ruim
Porém, desejamos o melhor para você

Essas são as loucas palavras
Que esses dois cabras
Teimaram em dizer
Secretamente, amamos você.


Parceria de: Dorival Fontes e Dermógenes Foucault

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Pensamentos soltos in "Prosa da Entrega"

"Pra não dizer que não falei das flores"

...jardineiro trapalhão que diverte as flores de verão...

Pensamentos soltos in "Prosa da Entrega"

...o medo da entrega era o refúgio do meu querer...

Pensamentos soltos in "Prosa da Entrega"

Para os que tem consciência de que escrevem para si mesmos:

...o poema, na verdade, é a vazão do amor do poeta...

Pensamentos soltos in "Prosa da Entrega"

...o desejo de escrever as mais belas estrofes/
a vã ilusão de que o amor diluído em palavras conquista...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Mistério, imaginação e loucura

Fico a imaginar
o mistério
da loucura
que posso estar a viver.

Imerso em meu ego
vejo loucura em querer
alguém que desdenha
do esforço de um romântico ser.

No peito ouço sussuros,
é meu coração manhoso
confessando sua pretensão:
"Garoto, imagina essa paixão!"

Perdida, minha cabeça embola em mistério
perguntas vêm e vão,
as respostas estão em fuga,
resta-me a declaração:

Garota, vamos ser
mistério,
imaginação
e loucura no prazer.

domingo, 6 de julho de 2008

Retorno

De repente,
saudade,
sorriso,
soledade.

Numa feliz intromissão,
fui invadido pelas emoções
do momento - daquele momento,
deste momento.

As memórias traziam o frenesi
de um viver desafiador,
em que as noites eram sonhos,
e os dias matéria-prima.

Um tempo em que
começo e fim
tinham um único sentido,
Eu.