...o poema, na verdade, é a vazão do amor do poeta...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Pensamentos soltos in "Prosa da Entrega"
Para os que tem consciência de que escrevem para si mesmos:
Pensamentos soltos in "Prosa da Entrega"
...o desejo de escrever as mais belas estrofes/
a vã ilusão de que o amor diluído em palavras conquista...
a vã ilusão de que o amor diluído em palavras conquista...
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Mistério, imaginação e loucura
Fico a imaginar
o mistério
da loucura
que posso estar a viver.
Imerso em meu ego
vejo loucura em querer
alguém que desdenha
do esforço de um romântico ser.
No peito ouço sussuros,
é meu coração manhoso
confessando sua pretensão:
"Garoto, imagina essa paixão!"
Perdida, minha cabeça embola em mistério
perguntas vêm e vão,
as respostas estão em fuga,
resta-me a declaração:
Garota, vamos ser
mistério,
imaginação
e loucura no prazer.
o mistério
da loucura
que posso estar a viver.
Imerso em meu ego
vejo loucura em querer
alguém que desdenha
do esforço de um romântico ser.
No peito ouço sussuros,
é meu coração manhoso
confessando sua pretensão:
"Garoto, imagina essa paixão!"
Perdida, minha cabeça embola em mistério
perguntas vêm e vão,
as respostas estão em fuga,
resta-me a declaração:
Garota, vamos ser
mistério,
imaginação
e loucura no prazer.
domingo, 6 de julho de 2008
Retorno
De repente,
saudade,
sorriso,
soledade.
Numa feliz intromissão,
fui invadido pelas emoções
do momento - daquele momento,
deste momento.
As memórias traziam o frenesi
de um viver desafiador,
em que as noites eram sonhos,
e os dias matéria-prima.
Um tempo em que
começo e fim
tinham um único sentido,
Eu.
saudade,
sorriso,
soledade.
Numa feliz intromissão,
fui invadido pelas emoções
do momento - daquele momento,
deste momento.
As memórias traziam o frenesi
de um viver desafiador,
em que as noites eram sonhos,
e os dias matéria-prima.
Um tempo em que
começo e fim
tinham um único sentido,
Eu.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
hipoCrisia
Quem te viu, quem te vê, hipocrisia:
amiga da tolerância,
amante da mudança,
sedenta de prazer.
amiga da tolerância,
amante da mudança,
sedenta de prazer.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Dono da dor
Nunca imaginei
que ler seus olhos
poderia ser tão doloroso.
Não imaginei
sentir a falta de um simples piscar
que desfocasse a dor.
Imaginei
merecer o desprezo,
eu, dono da dor.
que ler seus olhos
poderia ser tão doloroso.
Não imaginei
sentir a falta de um simples piscar
que desfocasse a dor.
Imaginei
merecer o desprezo,
eu, dono da dor.
domingo, 12 de agosto de 2007
olhos fechados
acordado
na dúvida
pairou
a resposta
as perguntas,
que me calavam,
cutuvam o coração,
que escondia lágrimas
no pensamento,
você, sem porquês,
e eu,
por quê?
os olhos fechados
não me deixaram fugir
obrigou-me ver
a dor, sem merecer.
na dúvida
pairou
a resposta
as perguntas,
que me calavam,
cutuvam o coração,
que escondia lágrimas
no pensamento,
você, sem porquês,
e eu,
por quê?
os olhos fechados
não me deixaram fugir
obrigou-me ver
a dor, sem merecer.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
ma'temática da vida
primeiro termo
eleve o coração,
adicione compreensão,
zere o rancor:
resulte mais amor.
segundo termo
potencialize a alma,
busque a raiz,
fatore:
encontre a base do valor.
terceiro termo
em igualdade,
compreenda o valor do amor,
sonhe resultados,
sinta o aprendizado.
n termo
incógnitas à esquina
ma'temática da vida;
ao punho, o lápis
vive-se à vista.
eleve o coração,
adicione compreensão,
zere o rancor:
resulte mais amor.
segundo termo
potencialize a alma,
busque a raiz,
fatore:
encontre a base do valor.
terceiro termo
em igualdade,
compreenda o valor do amor,
sonhe resultados,
sinta o aprendizado.
n termo
incógnitas à esquina
ma'temática da vida;
ao punho, o lápis
vive-se à vista.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
A ti estou, amor.
No silêncio,
pude escutar
meu coração alforriado
clamando por seu lar
perdido numa fortaleza, sem paredes,
emplacou:
"- preciso de um canto
cercado de amor."
inesperadamente,
senti um mudo lamento de dor,
era você, forte e suave,
interrogando o próprio ardor
num impulso de coragem,
exclamei sem temor:
"- cerca este canto,
a ti estou, amor!"
pude escutar
meu coração alforriado
clamando por seu lar
perdido numa fortaleza, sem paredes,
emplacou:
"- preciso de um canto
cercado de amor."
inesperadamente,
senti um mudo lamento de dor,
era você, forte e suave,
interrogando o próprio ardor
num impulso de coragem,
exclamei sem temor:
"- cerca este canto,
a ti estou, amor!"
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Horizonte
O mundo de ponta-cabeça,
e eu não aprendi a plantar bananeira.
- Mas calma, veja bem:
O horizonte persiste.
e eu não aprendi a plantar bananeira.
- Mas calma, veja bem:
O horizonte persiste.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Jardim da Vida
Nas árvores,
a esperança
do verde
que amadurece.
Nas folhas,
o encontro com o vento,
a harmonia do mover-se,
o equilíbrio do balançar.
Nas flores,
a transitoriedade do viver,
a aceitação do murchar,
a felicidade do florir.
Nos frutos,
a responsabilidade em ser,
a doçura do nascer,
o medo de amargar.
Nas sementes,
o mistério do renascer,
a sabedoria do aguardar,
a beleza do brotar.
Na Terra,
a abundância do Amor,
que compreende cada acontecer,
sem exigir um porquê.
a esperança
do verde
que amadurece.
Nas folhas,
o encontro com o vento,
a harmonia do mover-se,
o equilíbrio do balançar.
Nas flores,
a transitoriedade do viver,
a aceitação do murchar,
a felicidade do florir.
Nos frutos,
a responsabilidade em ser,
a doçura do nascer,
o medo de amargar.
Nas sementes,
o mistério do renascer,
a sabedoria do aguardar,
a beleza do brotar.
Na Terra,
a abundância do Amor,
que compreende cada acontecer,
sem exigir um porquê.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Meu Coração
Ah, coração
apertando-se com os pulsos
pulsa,
pulsa
suga a voz,
acolhe o medo,
enfrenta a mente,
sem unhas ou dentes
pulsa, pulsa
Ah, forte coração
suporta a opressão
dos pulsos,
impulsos da paixão
pulsa, pulsa
Embala o ritmo
do silêncio
perdido
em meio aos sons
Ah, meu coração
acompanhando teus pulsos
cego, surdo, mudo,
sinto cada vibração
Difícil não é te sentir,
Mistério esconder a sensação
pulsa, pulsa
apertando-se com os pulsos
pulsa,
pulsa
suga a voz,
acolhe o medo,
enfrenta a mente,
sem unhas ou dentes
pulsa, pulsa
Ah, forte coração
suporta a opressão
dos pulsos,
impulsos da paixão
pulsa, pulsa
Embala o ritmo
do silêncio
perdido
em meio aos sons
Ah, meu coração
acompanhando teus pulsos
cego, surdo, mudo,
sinto cada vibração
Difícil não é te sentir,
Mistério esconder a sensação
pulsa, pulsa
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Dor
O sarcasmo,
sem pudor,
encobre
a dor
sem licenças,
rouba a cena,
despreza a Essência,
afasta o amor
Com "graça",
desgraça a alma,
lâmina sublime
fere e corta
o sangue escorre,
o corpo, um vaso,
no fundo,
a dor.
sem pudor,
encobre
a dor
sem licenças,
rouba a cena,
despreza a Essência,
afasta o amor
Com "graça",
desgraça a alma,
lâmina sublime
fere e corta
o sangue escorre,
o corpo, um vaso,
no fundo,
a dor.
terça-feira, 19 de junho de 2007
De um amor não devedor, nem possessivo
Ah, doce querer
destemido, e sem razão
preenches, com fervor,
o nobre coração
Sem ter os pés ao chão
permite-se viajar,
sem rumo,
para além do vão
Raios de Sol
iluminam a visão
agora, vê-se o belo,
um horizonte de paixão
Ah, doce querer, doce querer
se fosses apenas um querer
trocarias o doce,
pelo amargo da ilusão
Ah, doce querer, doce querer.
destemido, e sem razão
preenches, com fervor,
o nobre coração
Sem ter os pés ao chão
permite-se viajar,
sem rumo,
para além do vão
Raios de Sol
iluminam a visão
agora, vê-se o belo,
um horizonte de paixão
Ah, doce querer, doce querer
se fosses apenas um querer
trocarias o doce,
pelo amargo da ilusão
Ah, doce querer, doce querer.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Por pensar
Ei, já parou para pensar?
já pensou, sem parar,
já pensou, sem parar,
sem pensar, já parou,
sem parar, já pensou
E, já pensou em amar?
sem amar, não pensou,
em parar, para amar,
sem pensar
O amor, sem pesar,
parou, amando,
sem pensar.
E, já pensou em amar?
sem amar, não pensou,
em parar, para amar,
sem pensar
O amor, sem pesar,
parou, amando,
sem pensar.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
" D e b o c h e s "
Você, Poeta
- Vô, cê poeta havia de ser,
com palavras, bem acomodadas,
deboches tímidos,
cê não conseguia conter.
A inocência do neto
clamava em saber
como o velho escritor
omitia de seus versos
o mundo romântico
que animava seu viver.
O vô se divertia em dizer:
"não sou poeta,
nem hei de ser,
sou apenas um debochado,
vai meu poeta,
romantismo é com você."
De um causo da vida,
seus deboches cuidavam de trazer:
risos, lembranças,
admiração, saber.
De tudo,
pude perceber
a experiência do velho,
a inocência do jovem querer.
Vô, cê.
*ao avô chamado "vô".
- Vô, cê poeta havia de ser,
com palavras, bem acomodadas,
deboches tímidos,
cê não conseguia conter.
A inocência do neto
clamava em saber
como o velho escritor
omitia de seus versos
o mundo romântico
que animava seu viver.
O vô se divertia em dizer:
"não sou poeta,
nem hei de ser,
sou apenas um debochado,
vai meu poeta,
romantismo é com você."
De um causo da vida,
seus deboches cuidavam de trazer:
risos, lembranças,
admiração, saber.
De tudo,
pude perceber
a experiência do velho,
a inocência do jovem querer.
Vô, cê.
*ao avô chamado "vô".
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